Imagem de marca: como construir uma perceção de marca adequada

Redacción

Imagem de marca: como construir uma perceção de marca adequada

A marca é um ativo fundamental da empresa, fonte de vantagem competitiva e de diferenciação perante a competência. Mas para tal, a imagem de marca, a perceção que os nossos públicos de interesse têm de nós deve ser a adequada e construir-se de dia para dia.

Este conceito não envolve unicamente o visual (logo, fontes, cores…), mas, como referimos, refere-se à impressão e perceção que os diferentes públicos e consumidores têm da nossa marca. Perante a identidade visual, a imagem de marca é construída por valores, atributos, sentimentos e impressões que ajudam a configurar a reputação e imagem percecionada de uma marca.

A imagem de marca nem sequer deve confundir-se com o posicionamento de marca, ou seja, o lugar que a marca ocupa na mente dos consumidores em relação ao resto dos seus concorrentes.

Embora, evidentemente, a definição do posicionamento em toda a estratégia de branding seja necessária para poder trabalhar posteriormente a imagem de marca, é precisamente a combinação de todos os elementos anteriores que permitirá obter uma boa reputação.

Componentes da imagem de marca

Plataforma e narrativa de marca: a plataforma de marca é elemento que permitirá e deverá guiar o planeamento do total das ações que sejam levadas a cabo. Falamos de:

  • Valores (componentes mais emocionais) y atributos (fatores mais racionais): têm de estar alinhados com a estratégia organizacional e devem definir a personalidade da organização. Ou seja, se asseguramos ser uma marca jovem e dinâmica, os atributos não poderão ser “clássica e adulta”.
  • Tom: uma marca pode definir perfeitamente os seus valores, mas se não os comunica de forma adequada o trabalho de estratégia terá sido em vão. Por isso, deve definir-se um target, definir recursos linguísticos (que deverão ser comunicados a todos os stakeholders), etc.
  • Território de marca: o territóro de marca o espaço conceptual que queremos que o público associe à nossa marca. Ao definir este território, consolidamos as bases para encher de conteúdo a marca e de a dotar com mais recursos na hora de criar iniciativas, conversas e estreitar as relações com os públicos a que se dirige. E, claro, ajudamos a definir a imagem de marca percecionada.

Identidade visual: como já referimos, a identidade visual refere-se aos elementos e representação gráfica da mesma, que paralelamente com a identidade verba, irão compor a imagem de marca. Deve ser uma ferramenta para transmitir a estratégia a marca, o seu tom e estilo… e para gerar uma experiência positiva, coerente e alinhada com a estratégia definida.

  • Logótipo: esta representação visual, seja de qual tipo for, é uma oportunidade de expressão e interação da marca com os seus públicos.
  • Sistema visual: com consistência e coerência, este conjunto de elementos gráficos distintivos da marca permitirá a identificação inequívoca da nossa empresa, ajudará a melhorar e fixar a experiência de marca e transformar-se-á numa vantagem competitiva.

Uma alavanca de futuro

A identidade de marca pode chegar a transformar-se numa das principais alavancas de negócio. De acordo com o Opinion Research, 87% dos consumidores escolheria um produto com uma melhor reputação de marca, se o produto do concorrente fosse idêntico. E o contrário também ocorre: uma marca mal gerida pode arruinar o melhor produto. Segundo o estudo Cone Communications’ millennial corporate social responsibility, 88% dos adultos americanos deixariam de comprar produtos de uma empresa com uma imagem de marca duvidosa.

E, para criar uma imagem de marca sólida, que consiga um posicionamento diferencial na mente do potencial consumidor e que consiga, assim impulsionar o negócio e aumentar as vendas, para além da identidade verbal e visual, é necessária uma estratégia global que envolva todos os elementos em jogo e pense também a longo prazo.

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