Como conseguir o packaging perfeito que se destaque no linear e facilite a compra

Carmen Navarro

Como conseguir o packaging perfeito que se destaque no linear e facilite a compra

Hoje em dia os consumidores têm ao alcance da mão ou de um simples clique uma oferta ampla de produtos e serviços, muitos eles de qualidade. Assim, é imprescindível que os produtos de grande consumo, e em especial aos que respondem a uma compra por impulso, destaquem na prateleira, atraiam a atenção e apaixonem os potenciais consumidores. E fazem-nos através da embalagem perfeita.

Durante o processo de compra ou, de forma mais ampla, durante toda a customer journey, a interação do potencial comprador com os diferentes canais (físicos ou digitais) como com as várias formas e pontos de contacto da marca com os públicos (publicidade, branded content, embalagem…) é constante e simultânea. Assim, a sintonia estratégica e visual da embalagem com o resto dos pontos de contacto, é imprescindível para ser coerente e conseguir sinergias. Afinal, as marcas são histórias os diferentes elementos formam parte dela.

Que características deve ter a embalagem perfeita?

A embalagem deve focar-se, desenhar-se e desenvolver-se de acordo com os objetivos específicos que se queiram alcançar em cada caso, mas há uns requisitos gerais que são imprescindíveis:

  1. Deve ser coerente e contribuir para expressar o propósito, posicionamento e personalidade da marca, oferecendo uma experiência própria.
  2. Deve ressaltar de forma direta e simples as vantagens e benefícios distintivos do produto.
  3. É prioritário oferecer uma hierarquia de informação clara e específica.
  4. Deve estar alinhado com as tendências sociais, estéticas, tecnológicas e com o target a que nos dirigimos.

Não se trata, portanto, de dizer tudo ou que o design seja extravagante ou chamativo por si só, mas focar-se nas mensagens relevantes que atraem a atenção dos potenciais clientes, que ative os mecanismos necessários para aumentar o desejo de comprar o produto e que contribua para gerar uma emoção, um sentimento associado à marca.

Se uma embalagem não cumprir estes requisitos, poderá ser momento de abordar um projeto de rebranding em maior ou menor medida, que permita eliminar os possíveis travões ao alcance dos objetivos de marketing e de negócio. Conseguir a embalagem perfeita.

Estratégias de packaging na prateleira

A nível de estratégia visual da marca no ponto de venda, como comentámos neste blogue anteriormente, há duas estratégias principais:

  • Estratégia visual monolítica: alto impacto visual através de uma exposição homogénea e concentrada. Consegue criar uma mancha compacta na prateleira graças a designs semelhantes monolíticos. É o caso da Milka ou Coca-cola, entre outros.
  • Estratégia visual segmentada: constrói-se uma identidade visual segmentada por linhas ou gamas de produtos, utilizações, targets, benefícios, especializações ou, simplesmente, variedades. É o caso da Dove ou L’Oreal Elvive, por exemplo.

Estas duas opções coexistem e utilizam-se em cada momento em função dos objetivos estratégicos da marca e das suas necessidades de marketing: abarcar novos nichos, destacar a inovação, consolidar-se como líder indiscutível na categoria, no canal ou no target.

Tendências de packaging

Por outro lado, e depois dos aspetos básicos e estratégias na prateleira, também é fundamental estarmos atentos às tendências e não às modas que, por definição, são passageiras. Neste sentido, a complexidade que até recentemente se definiu o design da embalagem parece estar a evoluir para uma maior síntese. Reduz-se a quantidade de mensagens para alcançar um maior impacto e eficácia.

personalização e sensorialidade no packaging são outras duas tendências que nos ajudarão a atrair mais consumidores e a oferecer-lhes uma experiência de maior valor. Porque já não se trata do “contacto” com a marca, mas da experiência. Todos queremos sentir que somos diferentes e especiais e uma embalagem pode ajudar nesse sentido.

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