Branding digital: 10 chaves para a gestão da marca

Num contexto como o atual, em que a digitalização trouxe enormes mudanças e a necessidade de constantes transformações e inovações, a gestão das marcas é mais complicada. Pensemos então no branding digital.

As pessoas têm acesso a mais informação e podem comparar produtos e serviços em qualquer lugar e a qualquer momento. E fazem isso não só com as informações obtidas através da marca, mas também com aquelas transmitidas por outros clientes e utilizadores, que se tornam porta-vozes da mesma, através das suas redes sociais ou caixas de comentários. Tudo isso implica novos desafios e requer uma gestão de marca adaptada.

Uma gestão que deve estar alinhada com uma estratégia de marca global e com objetivos específicos, que, por sua vez, devem responder às necessidades presentes e futuras da empresa: gerar notoriedade, engagement, alcançar novos públicos, aumentar o tráfego… Mas ainda que cada estratégia deva ser específica de cada empresa, setor e momento, é essencial que se tenham em conta alguns requisitos básicos.

Branding digital: 10 chaves

Num artigo, publicado no site Marketing News pelo nosso CEO, Conrad Llorens, são enumeradas 10 chaves que toda a estratégia de branding digital deve ter em conta:

  1. Foco. Num ambiente volátil, é necessário definir um plano estratégico para dar sentido às ações e comunicações que são levadas a cabo.
  2. Capacidade de adaptação. Todas as marcas devem ter uma estratégia de longo prazo para alcançar o sucesso. No entanto, também têm de se adaptar aos progressos, tendências e mudanças sociais, cada vez mais rápidos, que ocorrem na sociedade. A estratégia deve ser clara, mas flexível.
  3. Coerência. As ferramentas digitais deram voz aos consumidores pois abriram novos canais de comunicação com eles. Uma vez que os pontos de contacto se multiplicaram, é fundamental garantir a consistência na comunicação em nome da credibilidade da marca.
  4. Mix on e off. A coerência e os esforços não devem concentrar-se apenas nos diferentes meios digitais, mas em todos os meios. É na mistura entre o on e o off, o digital e o físico, que reside a verdadeira experiência de marca. As lojas devem ser vistas como pontos de contacto digitais, além de pontos de contacto físicos.
  5. Dados. Na era do big data, devemos ter as ferramentas necessárias para medir e prever o comportamento dos públicos-alvo, detetando insights.
  6. Personalização. A avaliação de dados não deve ser o objetivo, mas sim uma ferramenta para dar uma resposta personalizada e imediata às solicitações e necessidades dos clientes atuais, assim como futuros.
  7. Experiência. O branding consiste em fazer com que o público-alvo se torne leal a uma marca através da experiência que esta lhe proporciona. E os meios digitais são uma excelente oportunidade para isso, graças à diversidade de ferramentas existentes e à capacidade de feedback e de interação.
  8. A marca é negócio. Como no ambiente analógico, as decisões de negócios não podem ir em direção contrária ao plano da marca. Pelo contrário, o plano estratégico deve ser o guia de tudo o que a organização faz e diz.
  9. Monitorizar de forma constante. Na fase de implementação e de ativação da estratégia de branding digital, e para que se consiga alcançar resultados tangíveis, é necessário repensar e monitorizar KPIs adequados. Só então saberemos se os objetivos estão a ser cumpridos ou se é necessário rever a estratégia. Em plena era digital, existem inúmeras ferramentas, mas, ao mesmo tempo, a capacidade de sintetizar, analisar e extrair conclusões úteis tornou-se mais complicada.
  10. Compromisso e gestão partilhada. Para que o público-alvo tenha vontade de partilhar os valores de uma marca, estes devem ser honestos e também permitir uma certa cooperação para que os utilizadores se sintam parte ativa nas decisões tomadas pela marca.

Respeitando e implementando estas chaves, a estratégia de branding digital aproximará a marca de clientes potenciais.

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