Branded content: cinco exemplos de marcas a seguir

Content is king. If you don’t like what is being said, then change the conversation. What helps people, helps business. O que têm em comum estas três frases? Para além de terem sido ditas por homens ou personagens de sucesso – Bill Gates, Don Draper e Leo Burnett -, todas demonstram a importância do branded content para as marcas.

O que é o branded content?

Conteúdo é tudo aquilo que interessa ao nosso público, emitido em formatos não convencionais e que pode capitalizar a nossa marca. O bom conteúdo não pretende “vender” nada diretamente, mas sim partilhar informação, inspiração ou entretenimento. E normalmente surpreende, acrescenta valor e seduz. As empresas devem assumir que, para além de fornecer produtos e serviços aos seus clientes, devem incorporar cada vez mais a criação de conteúdos nas suas atividades diárias.

Ter uma estratégia de conteúdos é muito útil para as marcas, pois ajuda a conquistar, de forma legítima, territórios de comunicação ao mesmo tempo que se potencia o engagement com os públicos-alvo. Para isso, o conteúdo criado por uma marca – o branded content – deve inspirar-se nos valores e interesses dos seus públicos, para os quais este deve ser útil, como já explicámos noutras ocasiões. Outras vantagens do conteúdo é que este tem uma longa duração, podendo conectar-se com “milhões de audiências, uma a uma”, como diz Anthony Mayfield. Também oferece a possibilidade de se tornar viral e de estar no cerne da criação de comunidades com interesses partilhados.

Na Summa costumamos dizer que

o branded content deveria chamar-se people’s content, porque não é propriamente um “conteúdo da marca”, mas sim um conteúdo para as pessoas. É claro que pode ser capitalizado e trabalhado no sentido de construir o território que a marca deseja conquistar. O branded content  não deve ser confundido com o product placement, as publireportagens, a publicidade pura e dura ou um patrocínio, para dar alguns exemplos. Nesse sentido, as marcas e as suas equipas não devem ir além da linha ténue que separa o conteúdo da publicidade e devem resistir à tentação de transformá-lo numa ação comercial ou num catálogo de produtos.

O branded content deve ser capaz de transportar o consumidor numa experiência que lhe permita absorver o lifestyle e o sistema de valor de uma marca através de conteúdo interessante e de qualidade. Aqui apresentamos alguns bons exemplos:

Netflix e a promoção de Orange Is the New Black

Para promover esta série, baseada no dia-a-dia de uma prisão para mulheres nos Estados Unidos, a Netflix fez um acordo com o The New York Times. Ambas as entidades colaboraram na publicação de uma extensa e detalhada reportagem jornalística sobre as prisões femininas americanas: vídeos, gráficos e muitas informações fizeram deste branded content um exemplo a seguir.

branded content ejemplos

Samsung: Ouvindo as cores

O consumidor da Samsung é curioso por novas tecnologias e ávido por novos dispositivos. Sabendo isso, a Samsung fez uma curta-metragem sobre o primeiro ser humano transformado em cyborg. Trata-se da história do músico Neil Harbisson, que, perante a sua incapacidade de ver as cores, desenvolveu um chip que converte as diferentes tonalidades em sons que atingem o seu cérebro através de uma antena na cabeça, ajudando-o a interpretar o contexto visual.

Hearing Colors from Greg Brunkalla on Vimeo.

Like a Girl, Procter & Gamble

Para demonstrar o seu compromisso com a igualdade e com o respeito pelas mulheres, a Procter & Gamble lançou a campanha Always, que, através do claim “Like a Girl”, fortaleceu o papel das mulheres na sociedade. Respeito, igualdade, coragem… São alguns dos valores da marca expressos através desta história em vídeo onde a marca não aparece até os créditos.

Fitbit e “o aventureiro” da Men’s Health

Para divulgar um dos seus relógios inteligentes para atletas, a Fitbit patrocinou uma série de reportagens na Men’s Health em que um ‘aventureiro’ teve que superar três desafios desportivos de alto risco treinando apenas cinco dias para cada um. A única menção à marca nesses vídeos, seguidos por milhares de leitores da revista, passou pelo facto de os treinos e progressos do atleta serem registados pela pulseira Fitbit.

LEGO, o filme: o conteúdo de marca mais consumido

Outro bom exemplo de branded content é o filme da Lego. Milhares de crianças, jovens e adultos, foram aos cinemas para o ver. Ao saírem da sala, além de reafirmarem a sua paixão pela marca Lego, muitas pessoas decidiram adquirir alguns destes bonecos.

branded content ejemplos 

Como mostram estes exemplos, as estratégias e ações de branded content podem ser muito diversas, tal como as plataformas em que estas são consumidas. Também demonstram como o branded content permite capitalizar territórios de significados e de interesses partilhados com os seus públicos. E faz isso com factos e não com palavras: em vez de se anunciar um slogan ou uma proposta comercial, partilham-se informações, entretenimento, contribuindo com algo que interessa aos utilizadores.

Por isso, é muito importante que a estratégia de conteúdos seja baseada na estratégia de marca e que não se trate de uma ação pontual. Esta é uma estratégia de médio prazo e devemos ser perseverantes para obter resultados. Ainda há muito a descobrir no campo do branded content, mas será, sem dúvida, uma ferramenta cada vez mais importante para as marcas quando se trata de alcançar os seus objetivos.

Comentários

Ainda não existe nenhum comentário neste post

Escreva comentário