PLV direto através dos 5 sentidos

O significado de PLV display ou Publicidade no Ponto de Venda, como o nome indica, consiste em transmitir mensagens comerciais no próprio espaço onde se realiza a venda. Desde cartazes, expositores, displays, mostradores e muitos outros exemplos deste tipo, até soluções mais sofisticadas nas quais entra em jogo o PLV interativo.

Em relação à interatividade, o PLV direto pode involucrar mais o comprador potencial, se o fizer participar da experiência através dos sentidos. Dito de outro modo: combinando o PLV com o marketing sensorial e com a interatividade, podemos conseguir um PLV direto que converta as experiências em compras.

Vamos ver como podemos utilizar cada um dos três sentidos predominantes do comprador potencial para motivá-lo a comprar.

 

Visão no PLV direto

80% da informação que processamos diariamente provém do sentido da visão. Através dos olhos percebemos formas, cores, tamanhos, distâncias, localizações… A visão deve, por isso, ocupar um lugar privilegiado no PLV direto. Ou seja, todas as ações de PLV direto que realizemos devem utilizar os estímulos visuais de forma adequada.

No entanto, o aspeto que devemos ter mais em conta no momento de utilizar a visão para o nosso PLV direto é que, de forma instintiva, o cérebro humano presta mais atenção ao que é diferente. A visão sente-se atraída por tudo aquilo que tem uma forma, uma cor, um tamanho, etc. diferente a tudo o que o rodeia. O marketing de guerrilha utiliza este mecanismo evolutivo do cérebro para chamar a atenção para algo diferente e, a partir daí, comunicar uma mensagem publicitária.

Existem artigos na Internet nos quais podemos encontrar exemplos excelentes de marketing de guerrilha [em espanhol]. Se por um lado é mais habitual levar a cabo ações de marketing de guerrilha em espaços exteriores, não há nada que impeça realizá-las no Ponto de Venda para aproveitar as vantagens do PLV direto.

 

Audição no PLV direto

Através da audição captamos melodias, barulhos e todo o tipo de sons.

A diferença principal entre a audição e a visão é que não podemos ignorar os sons. Se não gostarmos de uma imagem, podemos olhar para outro lado, mas não podemos deixar de escutar um som, a não ser que tapemos os ouvidos. Tendo em conta também que os sons agradáveis são processados pelos centros de prazer do nosso cérebro, enquanto os sons desagradáveis criam repulsa e impulsam o afastamento, torna-se óbvio que devemos trabalhar, na medida do possível, com sons agradáveis no PLV.

Se houver obras ao lado, podemos fazer pouco para evitar que os nossos clientes se sintam incomodados pelo barulho desagradável das máquinas. No entanto, com a exceção deste tipo de situações, o PLV direto pode trabalhar-se com música agradável e que tenha a ver com os nossos visitantes, alternando-a com mensagens publicitárias dos nossos produtos e serviços.

Se os nossos clientes estão a prestar atenção à música e esta é interrompida por uma mensagem publicitária, automaticamente, vão escutar essa mensagem.

 

Tato no PLV direto

Sobre o tato, é importante ter em conta que não se trata só de tocar, mas de tudo o relacionado com sensações recolhidas através da pele, como a temperatura ou a humidade. Portanto, devemos cuidar de todos estes aspetos no nosso PLV direto.

No entanto, é realmente no momento do tato que entra em jogo o PLV interativo. Quando alguém pode tocar, testar, experimentar, estará mais disposto a realizar a compra, já que se envolveu mais com o produto.

Se a tudo isto juntarmos a novidade, teremos uma compra quase certa. Por exemplo, apesar de ser mais barato comprar laranjas e fazer o sumo em casa, alguns supermercados instalaram máquinas para fazer sumo natural, onde os clientes podem espremer as laranjas carregando num botão. Isto é interatividade.

Claro que há muitas mais formas de utilizar os três sentidos principais no PLV, mas o mais importante é ter em conta que se o PLV direto, o PLV interativo e o marketing sensorial vão de mãos dadas, as compras podem aumentar em percentagens consideráveis.

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