Como criar um manual de marca: exemplos que inspiram

O objetivo de um manual de marca é o de assegurar a coerência em todos os suportes através dos quais esta se expressa e interage com os seus públicos. Para tal, é necessário que o manual determine, de uma forma clara, o estilo e o tom de voz da marca, apresente casos representativos e inspiradores e defina diretrizes unívocas que sejam facilmente aplicáveis.

Não se trata tanto de regular os elementos que já tenham sido definidos, mas de oferecer um guia e uma inspiração para a criação de futuras peças. Os manuais de identidade extensos e rígidos caíram em desuso por falta de praticidade e capacidade de evolução. Muitas vezes não eram aplicados corretamente e acabavam a apanhar pó nas prateleiras. Um manual de marca é hoje em dia uma expressão e um guia, mais do que um conjunto de regras.

Já escrevemos anteriormente sobre os elementos que devem constar num manual de marca ou guia de estilo, mas tão importante como aquilo que inclui são os objetivos que define:

  • Evocar e recriar visualmente a personalidade de marca.
  • Fazer com que todas as peças sejam reconhecíveis e estejam alinhadas através de determinados códigos e elementos suficientemente claros, utilizando soluções gráficas, tipografias, cores, tipologia de imagens, enquadramentos, comportamentos, etc.
  • Poder hierarquizar e ordenar as diferentes peças sobre as quais atua.
  • Ser funcional e sustentável ao longo do tempo.

Três exemplos de manual de marca

Não existe um modelo universal de manual de marca. Cada organização é única e o manual deve adequar-se às suas características. Apresentamos abaixo três exemplos com perspetivas muito distintas:

FC BARCELONA

Uma marca global como o FC Barcelona, e com campos de atuação tão diferentes, necessita de um manual de marca que uniformize todas as suas ocorrências e comunicações em todo o mundo. E que o faça tendo em consideração a história e a personalidade do clube. Por este motivo, propusemos um manual que inclui desde uma explicação das origens até um guia sobre a aplicação da imagem, as cores ou o estilo fotográfico nas redes sociais, publicidade, brochuras, sinalética, etc. O manual estabelece, por exemplo, uma série de diretrizes em relação à combinação de cores ou à posição do escudo em qualquer tipo de comunicação para que todas as comunicações do FC Barcelona tenham uma intenção comum e, ao mesmo tempo, denotem as particularidades em função do âmbito a partir do qual o clube fala (áreas desportivas, inovação, mudança social, etc.).

Manual de marca

 

MAXAM

A MAXAM conta atualmente com mais de 6.500 funcionários, mais de 50 filiais, 80 instalações industriais e operações comerciais em mais de 100 países. Definir uma imagem visual unificada para todas as suas divisões, mas que fosse reconhecível como um todo no seu conjunto, era uma tarefa complexa, mas imprescindível. Assim, criámos um manual de marca que reúne orientações sobre o logótipo, o sistema visual, o vestuário, as aplicações de estacionário e escritório, a sinalética, o merchandising ou a frota de veículos, entre outros. Um guia completo que permite a qualquer membro da MAXAM criar novas peças que respondam ao espírito da marca, mas também às necessidades de cada área de negócio ou divisão.

Manual de marca

POPITAS

A estratégia de marca que definimos para a Popitas tinha como objetivo primordial reforçar a sua posição de líder, ampliar o território da marca e atrair um público de maior idade (até então era exclusivamente infantil). Por isso, não só redesenhámos o logótipo, mas também definimos um novo estilo expressivo para a marca que se manifestou no packaging, nas redes sociais, cartazes, stands, etc. Um novo manual de marca para expressar a nova identidade e estratégia de marca da Popitas. Conheça aqui este case study.

manual de marca

Como apresentam estes exemplos, o manual de marca não pode ser um simples template e deve estar ancorado nos valores e história de cada empresa, transmitindo a ideia da marca. Além disso, um manual nunca pode ser um obstáculo que limita a criatividade na hora de criar novas peças gráficas, mas um apoio fundamental para melhorar o posicionamento de marca, fornecendo uma verdadeira mais-valia.

Mas, tal como ter um dicionário e regras gramaticais não garante que alguém saiba como se expressar num idioma, ter um manual não garante a consistência e a força da identidade de uma marca. Deve ser acompanhado por uma estratégia a longo prazo, de uma plataforma estratégica que faça com que todas as peças e comunicações se alinhem na perfeição. Como bem dizia Steve Jobs: “O design não é só aquilo que se vê e se sente. O design é como as coisas funcionam.”

 

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